Deputado rebate críticas e reforça: ‘Bico legal é uma proposta imoral’

O deputado estadual Dudu Hollanda (PMN), durante sessão plenária da tarde desta terça-feira (23), voltou a utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas para novamente criticar o projeto de autoria do vereador Galba Novaes (PRB), que busca regulamentar o trabalho policial em seu dia de folga. Denominado ‘bico legal’, o projeto já foi alvo de questionamento também pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e tem ganhado repercussão em virtude da polêmica que se criou em torno da inconstitucionalidade da matéria.

“Eu não mais queria voltar a tratar deste assunto, mas o faço por se tratar de uma matéria inconstitucional, ilegal e imoral. Tive expressiva votação em Maceió, onde conquistei quatorze mil votos, e por isso reavivo este assunto, por envolver a segurança pública em minha cidade. O policial precisa ser bem remunerado, ao invés de submetê-lo ao trabalho chamado de bico nas horas de folga, em busca de uma renda extra. A discussão poderia nascer em qualquer uma das Câmaras, visto que o debate é salutar, mas argumentei sobre a inconstitucionalidade, já que o Legislativo não pode gerar despesa”, esclareceu o deputado.

Ainda de acordo com Dudu Hollanda, segundo o autor do projeto, este deverá seguir por indicação ao Executivo, para que este faça um levantamento financeiro. Havendo a condição, retorna como mensagem do prefeito, com o projeto tendo de ser aprovado e encaminhado à Assembleia, a fim de que se faça um convênio entre Estado e Município. “Ainda quando estava em Brasília, para encontro nacional do PSD, recebi cópia de entrevista com o presidente da Câmara esclarecendo a questão, com o vereador afirmando já adotar este procedimento. Mas a crítica é uma questão de entendimento. Posso ter um ponto de vista contrário a um colega parlamentar”, reforçou Dudu.

O deputado também reforçou não ter utilizado adjetivos para emitir sua opinião acerca da matéria. “Mas quando estive ausente, utilizaram adjetivos que também não gostaria de aqui reproduzi-los. Chamaram-me de histérico, arrogante, despreparado, insinuando que eu teria discursado sob efeito de alguma droga lícita. Em quatorze anos de mandato como vereador, sempre fui um estudioso porque faço o que gosto, com dedicação e com prazer. Acordo cedo e durmo tarde. Sou aplicado e dedicado e por isso peço respeito, como sempre respeitei e continuarei respeitando a todos”, conclamou.

Da tribuna da Assembleia, o também 4º secretário da Mesa Diretora e ex-presidente da Câmara Municipal de Maceió disse que ‘jamais quis fazer de um engodo, verdade’. “Eu não sou um parlapatão, mas sei que há parlapatão em algumas casas legislativas. Sou da capital, fui presidente do Legislativo Municipal e preciso discutir. Esta é a função do parlamentar, e não agir como um parlapatão”, alfinetou Dudu Hollanda.

“Não quero aqui falar dos bastidores, já que isto não é nem um pouco ético. Reforço que manterei o respeito, mas peço ao vereador que faça a indicação ao prefeito, seguindo o trâmite necessário. Vá estudar e não seja mais um parlapatão”.

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