Deputado defende gestão do prefeito de Maceió, Cícero Almeida

O deputado estadual Dudu Hollanda (PSD), durante a sessão ordinária desta quinta-feira (24) da Assembleia Legislativa de Alagoas, utilizou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para, mais uma vez, sair em defesa do prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), alvo de críticas por parte de colega de parlamento, o deputado Jeferson Moraes (DEM), que é pré-candidato à Prefeitura nas eleições municipais de 2012.

Na oportunidade, o também 4º secretário da Mesa Diretora disse que Almeida já é ‘o melhor prefeito que Maceió já teve’.

“Também faço parte da história política desta cidade, tendo sido o vereador mais jovem eleito pela capital. Contribui e muito para com sua gestão, já que também fui o primeiro líder do prefeito na Câmara, quando vereador por quatro mandatos, discutindo muitos dos projetos hoje executados pela Prefeitura, a maioria com recursos próprios”, comentou Dudu, reforçando que Almeida segue com mais de 80% de aprovação popular.

Dudu Hollanda também afirmou reconhecer o fato de muitos projetos, que começaram a sair do papel na gestão de Almeida, terem sido elaborados pela equipe da ex-prefeita Kátia Born (PSDB).

“Muitos dos meus requerimentos foram atendidos, a exemplo da Eco Via Norte, para a qual conseguimos viabilizar os três quilômetros iniciais com a prefeita Kátia. Agora, com Cícero Almeida, temos a continuidade desta importante obra, que vai ligar o Benedito Bentes à Guaxuma, graças também à emenda do deputado federal Maurício Quintella”, salientou.

Da tribuna, o deputado destacou ainda a fase final da Avenida Márcio Canuto, que vai ligar a Avenida Rotary ao Barro Duro, devendo ser entregue à população ainda este ano. “Outra via, do Conjunto Teotônio Vilela, no bairro da Serraria, em direção ao bairro São Jorge, vai contribuir para com a fluidez do trânsito, sobretudo nos horários de pico”, emendou o também líder do PSD no Legislativo Estadual.

Ainda com a palavra, o deputado ressaltou o fato de Maceió não ter sido planejada para o desenvolvimento populacional que passara a enfrentar. “Tamanha expansão foi desproporcional à geografia da cidade, que acabou por crescer desordenadamente, sem um plano diretor. Ou seja, trata-se de um antigo problema que o prefeito Cícero trabalha para solucionar”, reforçou Dudu, lembrando ainda sugestão que encaminhara ao senador Fernando Collor (PTB), no sentido de que o mesmo viabilize recurso federal para a construção de uma via ligando a Santa Amélia ao Dique Estrada, já na parte baixa da cidade.

“Tal avenida seria uma grande alternativa, a única possível, levando-se em consideração a estrutura da nossa cidade, para o trânsito de Maceió”, analisou.

Em aparte, o deputado Jeferson Moraes parabenizou a iniciativa do também ex-presidente da Câmara de Maceió, afirmando manter ‘imensa admiração’ do colega, ressaltando, contudo, discordar de seu posicionamento. “Não enxergo tantos avanços, já que os problemas desta cidade não se resumem ao trânsito”, assegurou o parlamentar, tendo sido complementado pelo deputado Sérgio Toledo.

Na sequência, novamente com a palavra, Dudu agradeceu as participações, salientando que a crítica ‘faz parte do processo democrático, desde que seja construtiva, porque todos nós queremos o melhor para Maceió’.

Prisão de comandante

Ainda na sessão desta quinta-feira, Dudu Hollanda pediu a palavra para revelar aos deputados presentes sobre a prisão do comandante geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Luciano Silva, por crime de desobediência, por determinação do desembargador Orlando Manso. O oficial teria ordenador a suspensão de um militar acusado de infringir o regulamento da PM-AL, quando a Justiça decidira apenas pela repreensão.

Na ocasião, o deputado destacou o fato de o capitão PM Rocha Lima – que teve sua nomeação à Assembleia Legislativa de Alagoas revogada pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) – também ter sido prejudicado por suposta omissão pelo comandante geral, que não o inseriu no quadro de promoções da corporação.

“O capitão Rocha Lima foi acusado de irregularidade, mas acabou absolvido pela Câmara Criminal. A decisão não foi cumprida e, com isso, o militar não pôde galgar melhor posição, quando já possui vinte anos dedicados à polícia, tendo exercido várias funções que o caracterizaram como um militar operacional”, afirmou o deputado, destacando que Rocha Lima,o segundo capitão mais antigo da corporação, já preenche os requisitos necessários para ser promovido a major.

“O mesmo ocorre ao capitão Paulo Eugênio,  que tem 19 anos de sua vida dedicados ao serviço militar e que também não foi contemplado no quadro de promoções”, reforçou Dudu Hollanda, sobre o militar que chegou a ser acusado de envolvimento em chacina registrada no Benedito Bentes, em Maceió, mas cuja suposta participação acabou descartada pela polícia, que já concluíra o inquérito sobre o caso.

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