Deputados debatem instalação da CPI da Pistolagem em Alagoas

O deputado estadual João Henrique Caldas (PTN), durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas, realizada na tarde desta terça-feira (28), utilizou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para propor a criação de mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para investigar os crimes de pistolagem no Estado. Colegas de parlamento presentes à sessão – entre eles, o deputado Dudu Hollanda (PSD) – afirmaram apoiar a iniciativa.

Para tal, nove deputados deverão subscrever o documento. Na oportunidade, João Henrique disse que a sociedade exige respostas pelas autoridades competentes, bem como a efetiva participação do Poder Legislativo.

Na opinião de Maurício Tavares (PTB), a polícia precisa esclarecer o que de fato ocorrera no final do ano passado, quando um suposto plano para assassiná-lo veio à tona. À época, delegados chegaram a alertar o deputado sobre os riscos que o mesmo correria ao retornar de viagem do exterior.

“Até hoje vivenciamos esta incerteza. Não quis acreditar, mas não deixei de voltar para a minha terra, tomando as providências cabíveis quando aqui cheguei”, comentou o deputado, reportando-se às dúvidas que giram em torno de quem teria ‘encomendado’ o suposto plano de morte.

O possível atentado, conforme investigação, teria como autor intelectual o ex-deputado Cícero Ferro (PMN), suplente do deputado Dudu Hollanda – que, para a polícia, seria o principal alvo dos criminosos.

Em novo aparte, o deputado Nelito Gomes de Barros (PSDB) também se mostrou solidário à situação pelo qual passaram os colegas. “Trata-se de algo muito grave. As polícias de ambos os estados [Alagoas e Pernambuco] precisam trazer a verdade dos fatos”, comentou Nelito, recordando a informação de que os pistoleiros sairiam do estado vizinho para a execução do crime em Maceió, na noite do dia 31 de dezembro.

Na sequência, os deputados Marcelo Victor (PTB) e Olavo Calheiros (PMDB) também se posicionaram favoravelmente à instalação da CPI. O primeiro, por sua vez, lembrou o fato de a Polícia Federal ter descartado a veracidade do documento que conteria as transcrições do interrogatório de um dos supostos pistoleiros, ressaltando, no entanto, o empenho da polícia estadual em alertar os parlamentares.

Com a palavra, Dudu Hollanda ressaltou que a CPI surge com a importância de se buscar esclarecer o assunto ‘de uma vez por todas’.

“Diante de tudo o que se noticiou, não tive outra opção a não ser revogar minha licença médica para retomar o mandato. E tal decisão não teve nenhum viés político. Afinal, não alimentamos nenhum problema pessoal com a parte que supostamente planejou minha morte”, garantiu o deputado, que cederia o posto para o suplente Cícero Ferro, por 121 dias, para tratamento de saúde.

Ainda em aparte, o deputado salientou nunca ter colocado em cheque a credibilidade dos órgãos de segurança de Alagoas, sugerindo ainda que os trabalhos da CPI se estendam por todo o mandato, a fim de que possa apurar, com firmeza, os crimes que por ventura surgirem.

“Meu pai [Antônio Hollanda] foi suplente de senador e nem por isso pensou em matar ninguém para assumir um mandato. Alagoas precisa se ver livre desta cultura de pistolagem”.

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