Dudu cobra conserto de gerador de energia elétrica de hospital

O deputado estadual Dudu Hollanda (PMN) participou, na última segunda-feira (22), de sessão especial convocada pela Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Turismo com o objetivo de viabilizar um amplo debate acerca dos problemas inerentes à Saúde pública em Alagoas.

Na oportunidade, o deputado, que é vice-presidente da referida comissão permanente do Legislativo Estadual, utilizou a tribuna da Casa de Tavares Bastos para denunciar que, durante vistoria no Hospital Geral do Estado (HGE), constatou vários problemas relativos à manutenção daquela unidade de saúde, cobrando ainda do Governo do Estado a urgente realização de concurso público.

A audiência pública reuniu várias lideranças comunitárias, sindicatos e representantes do governo estadual. “Eu estive no Hospital Geral acompanhado do deputado Judson Cabral, com quem constatei várias carências em termos de manutenção daquela unidade, cujo gerador de energia elétrica não está funcionando. É necessário que ele esteja sempre a postos porque, numa situação como o recente apagão que afetou toda a cidade, o HGE ficou quase que totalmente sem luz. Isso não pode acontecer jamais porque põe vidas em risco”, avaliou Dudu Hollanda – durante entrevista à TV Gazeta –, destacando ainda que 97% da população alagoana depende do SUS.

“Fomos muito bem recebidos pela direção do mini pronto socorro do Jacintinho, onde também estivemos realizando inspeção. A dificuldade é que Maceió tem capacidade para atender apenas vinte e seis por cento de sua população. Por isso, sugiro que se faça uma espécie de triagem, para que se dê maior agilidade e evite a superlotação do Hospital Geral do Estado, já que as pessoas chegam ao HGE com uma simples dor de cabeça”, reforçou Dudu – já em discurso da tribuna da Assembleia.

Ele também levantou questionamento dando conta de que a obra de reforma do Hospital Geral estaria lenta, destacando que haveria a necessidade de construção de um hospital na Grande Maceió, ‘caso não haja a ampliação dos já existentes’.

Na oportunidade, Dudu Holanda ainda indagou o secretário de Saúde sobre se Unidade de Emergência do Agreste poderia se tornar um Hospital Geral, diminuindo assim demanda trazida daquela região para a capital. “Mas reconhecemos o trabalho abnegado de todos os profissionais da saúde, mesmo diante de situações em que o estoque de materiais seria insuficiente”, ressaltou o deputado.

Na mesma sessão, o representante do Fórum de Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), Wellington Monteiro, fez uso da palavra para destacar já ter encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde uma espécie de dossiê acerca da real situação de Alagoas, de modo a fomentar o combate à privatização, expondo todas as demandas do SUS.

Já o deputado Judson Cabral fez um comparativo sobre os recursos aprovados para a pasta entre 2006 e 2010. De acordo com os números do petista, ainda no primeiro ano, a despesa pela Secretaria de Saúde foi de cerca de R$ 201 milhões. Em 2007 – quando assumiu o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) -, a despesa caiu para R$ 154 milhões, montante que se repetiu em 2008. Já em 2009, a despesa foi de R$ 169 milhões, subindo novamente em 2010, para R$ 181 milhões, mas ainda abaixo do valor destinado à Saúde em 2006.

Já o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, disse que o Governo do Estado ainda depende de verba federal para melhorar e ampliar o serviço. Segundo ele, o concurso público já fora solicitado, mas ainda não há previsão para publicação de edital. Toledo esclareceu ainda que o atendimento pelo SUS em Alagoas é diferente do observado em outros estados, inclusive do Nordeste, uma vez que praticamente toda a população depende da rede pública de saúde.

“É bem diferente do estado que faz cinquenta ou sessenta por cento de SUS. Isso precariza o serviço, em termos de resolutividade, prestado à população. Lógico que existe uma falta de financiamento que não é de hoje. Nos estados mais pobres, as dificuldades sempre são maiores”, lamentou o secretário, explicando ainda que essa situação não é enfrentada apenas pelos estados, mas também pelos municípios. “Hoje a saúde está penalizando muito as gestões municipais como um todo. A presidenta Dilma Rousseff está preocupada em reverter essa situação”, emendou.

Também participaram da audiência pública os deputados Inácio Loiola (PSDB), João Henrique Caldas (PTN), além dos representantes do Conselho Estadual de Saúde, Benedito Alexandre, e do Sindicato dos Hospitais Privados, Humberto Gomes de Melo. Já o secretário de saúde de Maceió, Adeílson Loureiro, por telefone, justificou sua ausência ao deputado Judson Cabral, alegando que não recebeu o convite da sessão.

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