Dudu Hollanda faz balanço positivo de mandatos na Assembleia Legislativa

O deputado estadual Dudu Hollanda (PSD) foi mais uma vez destaque no programa Frente a Frente, da TV Assembleia, apresentado pela jornalista Goretti Lima. Na oportunidade, o parlamentar fez um balanço de seus dois mandatos na Assembleia Legislativa, discorrendo sobre os projetos de lei que apresentara ao longo de quase duas décadas de muito trabalho em prol dos maceioenses e alagoanos.

No primeiro bloco da entrevista, Dudu falou acerca do golpe do qual foi vítima, recentemente, no aplicativo WhatsApp, revelando ter prestado queixa sobre o crime cibernético, a fim de identificar o estelionatário que, passando-se pelo deputado, ludibriou pessoas de sua rede de contatos. Aos telespectadores, o parlamentar lembrou a importância de se redobrar a atenção, orientando os usuários da rede social a procurarem a polícia em situações do tipo.

Dudu também foi indagado sobre sua atuação parlamentar, afirmando ter vivenciado uma grande experiência e recordando os 14 anos de mandato como vereador. Na Assembleia, conseguiu aprovar projetos de alcance social, a exemplo do que tornou obrigatória a realização, em maternidades públicas e privadas, dos testes do olhinho e da orelhinha em recém-nascidos vivos, além da regulamentação da vaquejada, esporte que gera mais de 600 mil empregos em todo o país.

“Também fui um grande defensor da execução de obras estruturantes em Alagoas. Portanto, concluo o meu mandato com o sentimento do dever cumprido. Afinal, só construí amigos na Assembleia, do mais humilde servidor ao presidente da Casa”, afirmou Dudu, acrescentando que sua despedida do Poder Legislativo, em consequência da não reeleição, pode ser encarada como um “até breve”. Isso porque a família Hollanda já estuda de que forma contribuir no próximo pleito municipal, embora siga com representação na Câmara de Maceió.

Na mesma entrevista, o parlamentar explicou, ainda, a razão pela qual desistiu de sua candidatura, devido ao risco de se tornar inelegível, o que o levou a apostar no irmão Marcos, a fim de manter o assento da família Hollanda na Assembleia.

“Por conta de um equívoco do meu advogado à época, o processo, que é muito falho, correu à revelia em Brasília. Por isso, preferi afastar o risco de me tornarem inelegível por oito anos”, afirmou Dudu, sobre a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) apreciada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Inclusive, o então presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Celyrio Adamastor, considerou o processo nulo. Portanto, vou continuar trabalhando para dar sequência à minha carreira política”, reforçou o 3º vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Já no último bloco da entrevista, Dudu falou sobre as mudanças impostas à disputa eleitoral, que, este ano, resumiu-se a 45 dias. “Por ser muito curta, o candidato precisa ser muito assertivo”, declarou o líder do PSD na Casa de Tavares Bastos e crítico do sistema proporcional. “Acho que quem tem mais votos deve ser o legítimo representante da população. A proporcionalidade vinha beneficiando candidatos com menos votos. Por isso, defendo um modelo mais justo e que limite o número de partidos, de modo a se evitar o surgimento de candidatos laranjas e a criação de legendas de aluguel”, emendou.

Por fim, Dudu fez um balanço positivo da participação de seu partido, o PSD, no último pleito, falando também sobre o que esperar do governo Bolsonaro, que demonstrou a importância conquistada pelas redes sociais na caminhada eleitoral. “Fizemos cinco senadores, 34 deputados federais e mais de 100 estaduais. Em Alagoas, foram dois pelo PSD, sendo um reeleito. Já para a Câmara Federal, o presidente estadual do partido, Marx Beltrão, também foi reeleito”, recordou Dudu, para quem o resultado pode ser considerado expressivo, pois, com apenas sete anos de existência, o PSD segue crescendo em Alagoas e em todo o Brasil.

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