Dudu participa de debate na Assembleia sobre o Instituto Xingó

As ações desenvolvidas pelo Instituto Xingó, através do programa de mesmo nome, foram apresentadas na manhã da última sexta-feira (17), no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, em Maceió. A sessão especial, proposta pelo deputado Inácio Loiola (PSDB), deixou o plenário lotado. O Programa Xingó abrange a região da bacia hidrográfica do rio São Francisco, na confluência dos estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe, que abriga 600 mil habitantes e que tem como ponto de referência o complexo de oito usinas hidrelétricas entre Itaparica (PE) e Xingó (AL/SE). O encontro também contou com a participação do deputado Dudu Hollanda (PMN).

O Instituto foi criado a partir de uma proposta da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), parceira da entidade, para a implantação de programas de desenvolvimento sustentável, com vistas a apoiar as potencialidades da região. “Além da Chesf, o Instituto tem vários parceiros, a exemplo do próprio Estado de Alagoas, o CNPq, o Ministério da Ciência e Tecnologia e os reitores das quatro universidades do entorno da região, ou seja, as federais de Alagoas (Ufal), Pernambuco (UFPE), Sergipe (UFS) e Bahia (UFBA)”, afirmou Inácio Loiola.

O sertão alagoano, acredita o deputado, reúne todas as condições climáticas e agricultáveis para tornar-se um pólo de fruticultura, a exemplo de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), além de poder consolidar-se como pólo de turismo cultural e do turismo de aventura, a partir do resgate e da valorização da história e do artesenato das comunidades locais.

Já o vice-presidente do Conselho Gestor do Instituto Xingó e reitor eleito da Ufal, Eurico Lôbo, enalteceu o trabalho desenvolvido pela entidade. ”O Instituto é importante para alavancar o desenvolvimento da região e as universidades são fundamentais no processo de formação”, afirmou.

Também presente à solenidade, o diretor-geral do Instituto, Reinaldo Falcão, ex-prefeito do município de Água Branca, acrescentou que o trabalho desenvolvido pelo órgão está voltado ao trabalho científico, visando às necessidades da região. “Nosso maior desafio, atualmente, está no trabalho de preservação do pitu, que estava ameaçado de extinção. Hoje, a espécie está preservada em laboratório”, afirmou Falcão, lembrando que o Instituto amplia seu leque de atuação em diversas áreas da piscicultura, de modo a incentivar, por exemplo, a criação de tilápias, com o beneficiamento do couro do peixe e a introdução do seu filé na merenda escolar.

Na oportunidade, Reinaldo Falcão também se reportou à criação de ovinos e caprinos, ao cultivo do caju, e à preservação do meio ambiente. A apicultura, os tradicionais engenhos de açúcar, a cultura e o artesanato também têm contribuído, segundo ele, para com o desenvolvimento autossustentável da região do semiárido.

A sessão contou ainda com a presença dos deputados Antônio Albuquerque (PTdoB), Edval Gaia (PSDB), João Henrique Caldas (PTN), Joãozinho Pereira (PSDB), Judson Cabral (PT), Sérgio Toledo (PDT) e Severino Pessoa (PPS).

*Com Assembleia Legislativa de Alagoas

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