Moradores do Stella Maris pedem ajuda a Eduardo Holanda

Uma comissão de moradores do Conjunto Stella Maris, no bairro de Jatiúca, em Maceió, dirigiu-se, na manhã desta terça-feira (04), à sede da Câmara Municipal de Maceió, no Centro da capital, onde apresentaram uma série de reivindicações, no sentido de sensibilizar os vereadores quanto aos problemas ora enfrentados pela comunidade.

A presidente da Associação dos Moradores do Stella Maris (Astema), Carmem Omena, foi recebida no gabinete (foto) do presidente do Legislativo Municipal, vereador Eduardo Holanda (PMN), que prometeu empenho no sentido de encaminhar as reivindicações à Prefeitura de Maceió – a fim de que se garanta, o quanto antes, a execução dos serviços.

Na oportunidade, Carmem explicou ter decidido procurar a Câmara de Maceió ‘devido à grande espera por soluções’. Ao presidente, os moradores entregaram um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas. Antes do encontro, eles não descartavam a possibilidade de fecharem ruas, em protesto, caso não fossem atendidos pelo Executivo. A mesma associação já cogitou até em solicitar autorização para aderir ao sistema de condomínio fechado em alguns trechos do conjunto.

“Pagamos nossos impostos em dia e cumprimos todas as obrigações como cidadão. Porém, o clima é de nítida insegurança. O que adianta colocar viaturas na orla de Maceió, para mostrar aos turistas que a cidade é segura, se os assaltos começam da praia para trás. Também não resolve apenas policiar o corredor Vera Arruda se o outro lado é bem mais escuro e perigoso”, comentou o morador Arthur Fonseca.

O abaixo-assinado pede a melhoria da iluminação, proporcional, nos dois corredores do conjunto, árvores devidamente podadas, solicitando ainda que uma viatura circule pelas principais vias da localidade.

Apoio da comunidade

Com quase dez anos de existência, a Astema vem mantendo o PM Box Stella Maris, por meio da colaboração financeira de alguns moradores. Três policiais estão sendo mantidos com a ajuda de uma grande rede de supermercados instalada no bairro, além da contribuição de donos restaurantes e instituições de ensino. De acordo com a presidente da Astema, Carmem Omena, o conjunto já é habitado por 12 mil pessoas, apesar de apenas 37 contribuírem assiduamente com a associação, o que, segundo ele, resulta na quantia mensal, disponível à entidade, de R$ 1.360.

“Compramos três motos com recursos próprios, pois as que a Polícia Militar nos enviou estão todas desgastadas, o que nos traria muito prejuízo quanto à manutenção. Infelizmente, alguns moradores têm preferido contratar o serviço de vigilantes particulares, apesar de cobrarmos uma quantia irrisória, muito inferior ao exigido pelos seguranças”, comentou.

“O que pudemos observar é que os assaltantes têm se aproveitado justamente da deficiência de iluminação, também causada pelo crescimento desordenado dos galhos de árvores, que causam escuridão quando muito ‘cheias’. Com isso, os bandidos ficam aguardando possíveis vítimas nestes locais, escondendo armas no tronco das árvores e agindo de forma muito rápida”, emendou a presidente da Astema.

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